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Completando 40 carnavais, o cantor Bell Marques fez coro para quem defende a revitalização o Circuito Osmar, no Campo Grande. Segundo ele, é preciso “manter aquela história viva”. “Nós não podemos acabar com um espaço, nós temos que criar mais espaço, porque mesmo a quantidade de espaços que existe hoje são poucos ainda e nós precisamos criar novos espaços”, avaliou Bell.

 

Apesar da defesa, os blocos puxados por Bell não se apresentam na Barra há algumas edições da Folia de Momo. “Quando nós resolvemos descer para a Barra, foi porque faltou espaço para o trio tocar, as ruas são muito mais apertadas e eu não conseguia a quantidade de pessoas que nos acompanhava era muito grande e nós resolvemos vir para cá, para trazer mais conforto”, revelou, minutos antes de subir no trio para comandar o Camaleão, no Circuito Dodô.

 

MAIS DIAS OU MENOS DIAS

Personagem histórico da Carnaval da Bahia, Bell fez uma ponderação sobre a discussão sobre a ampliação ou redução dos dias de Carnaval. “Quem determina isso é o povo”, lembrou o cantor. Para ele, as administrações públicas não devem dizer se vai aumentar ou diminuir a quantidade de datas reservadas para a folia.

 

“O Carnaval veio pra Barra, não foi ninguém que descobriu a Barra. O Carnaval foi pro Campo Grande que era só Avenida Sete, também não foi nenhum descobridor de sete mares que descobriu. Foi o povo que começou a ir. Quando eles descobrirem um outro espaço, o Carnaval vai crescer naturalmente”, avaliou Bell.

 

“Não tem isso de administração dizer que vai aumentar ou diminuir. Isso aí eles ficam observando, assim como eu fico observando o movimento do público em cima do trio elétrico. Quando o povo sinaliza alguma coisa, significa que o povo gosta daquela área, que aquilo vai dar certo”, ressaltou.


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