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Um avião com 157 pessoas caiu hoje seis minutos depois de decolar da capital da Etiópia, Adis Abeba, matando todos que estavam a bordo. A queda de um Boeing 737 MAX 8 da empresa aérea Ethiopian Airlines ocorreu no entorno de Bishoftu, região também conhecida como Debre Zeit, a cerca de 50 quilômetros ao sul da capital do país. A causa do acidente ainda é desconhecida.  A aeronave decolou às 8h38 (2h38 em Brasília) e iria para Nairóbi, capital do Quênia.

De acordo com a companhia aérea, estavam no avião 149 passageiros e oito tripulantes. As pessoas a bordo são de 33 nacionalidades diferentes. Entre as vítimas, estão 32 quenianos e 17 etíopes, segundo o porta-voz da companhia aérea. Em nota, a empresa expressou suas condolências aos familiares e amigos de passageiros e tripulantes “que perderam suas vidas nesse trágico acidente”. O gabinete do primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, também lamentou o acidente com o voo ET 302/20.

A aeronave foi incluída na frota da companhia no ano passado, no mês de novembro. O modelo 737 MAX 8 foi lançado em 2016. Segundo a Boeing, a ocorrência de hoje na Etiópia é “monitorada de perto”.   O mesmo tipo de aeronave esteve envolvido em um acidente em outubro do ano passado que matou 189 pessoas na Indonésia.

O avião caiu poucos minutos após decolar em Jacarta. A Boeing foi processada nos Estados Unidos por esse acidente. O gravador de dados da aeronave mostrou que o indicador de velocidade do jato havia apresentado defeitos em voos anteriores.  A Ethiopian Airlines, uma empresa estatal, é uma das maiores companhias aéreas da África. Em 2018, transportou mais de 10 milhões de passageiros.  Seu último acidente havia sido em janeiro de 2010, quando um voo a partir de Beirute caiu pouco após a decolagem, matando todas as 90 pessoas a bordo.

No aeroporto de Nairóbi, parentes e amigos aguardavam pela chegada dos passageiros sem receber informações das autoridades.  “Estamos esperando minha mãe. Apenas esperamos que ela tenha ido em um voo diferente ou atrasado. Ela não está atendendo ao telefone”, disse Wendy Otieno, agarrando a seu aparelho celular e chorando.  Robert Mutanda aguardava por seu cunhado, vindo do Canadá. “Não, não vimos ninguém da companhia aérea ou do aeroporto”, disse. “Ninguém nos disse nada. Estamos apenas aqui esperando pelo melhor.”

Da redação com UOL


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