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Pelo menos 36 homens do Exército, entre técnicos especializados e engenheiros, estão ajudando no resgate das vítimas do desabamento dos prédios na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio. Segundo o Comando Militar Leste, os militares estão “equipados com máquinas (basculantes, tratores multiuso e retroescavadeira) para o apoio às buscas por sobreviventes e para a remoção de escombros”. Os militares atuam em conjunto com os agentes da Defesa Civil.

— Como há um dado médio internacional de que máquinas muito pesadas só podem estar na área, em geral, 72 horas depois, cedemos nossas equipes de engenheiro com tratores multiusos, que são ágeis e versáteis — explicou o porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli.

Militares auxiliam nas buscapor sobreviventes na Muzema
Militares auxiliam nas buscapor sobreviventes na Muzema Foto: Priscilla Aguiar Litwak / O Globo

O trabalho de resgate de vítimas pelo corpo de bombeiros também está contando com apoio de religiosos. Fiéis da Igreja Evangélica Batista Recomeço e da Igreja Católica Paróquia São Bartolomeu se juntaram para fazer quentinhas para as equipes de bombeiros e para as famílias de vítimas. Eles estão preparando almoço para cerca de 150 pessoas. Os voluntários estão se revezando desde sexta-feira.

— A cada três horas, vem um grupo diferente. Só na nossa igreja mais de 80 pessoas estão envolvidas ajudando. Também estamos recebendo alimentos para cestas básicas e roupas — diz a assistente social Verônica Melo, da Paróquia São Bartolomeu.

A técnica em radiologia Ana Carolina Martins, da Igreja Batista Recomeço, ressaltou a importância da união de diferentes religiosos para ajudar envolvidos na tragédia:

— Somos a igreja, seguidores de Cristos, independentemente de religião. Estamos aqui para servir.

Moradora de um condomínio próximo aos que desabaram na Comunidade da Muzema, nesta sexta-feira, a organizadora de casas, Maria Antônia de Jesus, mobilizou um grupo de moradores da região que não foram atingidos pela tragédia para ajudar bombeiros e parentes que passaram a noite à espera de notícias de sobreviventes.

— Trouxemos água, café, suco, pão. É o mínimo que podemos fazer. Quem puder ajudar com coisas maiores como cama, geladeira. Toda contribuição é bem-vinda. Essas pessoas perderam tudo. Há uma mês eu morava em uma casa próxima à uma ribanceira que desabou. Podia ter sido eu. Podia ter sido qualquer pessoa — acrescentou.


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