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Alagoas participa nesta quinta-feira (3), da Greve Nacional da Educação. Em Maceió, o ato acontece às 14h, com concentração na Praça Centenário, no bairro do Farol. O objetivo é protestar contra as políticas antieducação de Bolsonaro (PSL), além de continuar a luta pelas campanhas salariais deste ano.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), os reajustes salariais não vêm sendo negociados nem pelo Estado nem pelo Município, que propõem aumento zero. A entidade ressalta que não vem tendo abertura junto às gestões para tratar o assunto.

“É uma luta difícil, desde o início do ano, para tocar para a frente a campanha salarial, enfrentando um governo estadual e a prefeitura, que não negociam e querem impor, mais uma vez, uma política de desvalorização e de fome contra a categoria, com zero por cento de reajuste. Da mesma maneira, não aceitamos a postura de outras prefeituras do interior”, diz a presidente da entidade, Consuelo Correia.

Além de Maceió, os atos acontecem também em Arapiraca, no Centro; em Viçosa, na Praça Apolinário Rebelo; e, em Penedo, com concentração na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A ideia é pressionar o Governo de Bolsonaro a realizar a recomposição imediata do Orçamento contingenciado das instituições de ensino.

“A luta do Sinteal e dos trabalhadores e trabalhadoras em Educação é muito mais difícil porque a categoria está batalhando em três frentes”, ressalta Consuelo, que critica a postura da União. “Sua política antieducação envolve cortes pesados de verbas nas universidades públicas, ataques contra a liberdade de ensino, militarização das escolas, tentativa de imposição do projeto ‘Escola sem Partido'”.

Em maio, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o contingenciamento de R$ 4,6 bilhões dos recursos discricionários da Educação. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior, o ministério bloqueou, pelo menos, R$ 2,4 bi para investimentos em programas do ensino infantil ao médio. Já nas universidades e institutos federais, o bloqueio foi de R$ 2,2 bilhões.

As manifestações têm participação também de estudantes e dos Sindicatos da Ufal e do Ifal (Sintufal e Sintetfal, respectivamente). Em assembleias, os dois decidiram paralisar as atividades por 48h, contando de quarta-feira (2). Além dos atos previstos, durante este período, estão realizando atividades internas, como palestras, oficinas e cines-debate.


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