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Chile diz que final da Libertadores está mantida em Santiago

A ministra de Esporte do Chile, Cecilia Pérez, confirmou nesta quarta (30) que a final da Copa Libertadores, entre Flamengo e River Plate (ARG), acontecerá em Santiago, no próximo 23, no estádio Nacional. Havia o temor de que a partida tivesse de mudar de local por causa dos protestos populares que tomaram conta do país nos últimos dez dias.

“Após reunião com o presidente do Comitê Olímpico [do Chile] e com o presidente [Alejandro] Domínguez [da Conmebol], ratifiquei nossa firme vontade e compromisso de realizar esta final no Chile”, disse a ministra. “Desde Conmebol agradecemos o compromisso do governo do Chile para garantir as condições de segurança para a celebração da final única da Libertadores 2019. A final é a celebração do futebol com e para o público chileno. Seguimos avançando”, publicou a confederação em sua conta no Twitter.

A possibilidade de alteração de sede ficou mais forte após o governo chileno ter anunciado que o país não vai mais realizar o fórum da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) e a Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas deste ano.

Os eventos estavam programados para acontecer entre o segunda metade deste mês e o início de novembro. Para a cúpula da Apec, estava prevista a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A afirmação de Cecília Pérez não é suficiente para tranquilizar inteiramente os dirigentes da Conmebol, que ainda veem como possível o agravamento dos protestos nos dias anteriores à final.

Há uma semana, Alejandro Domínguez começou a se movimentar para avaliar o impacto de realizar a partida em outra cidade. A possibilidade mais forte era levar o jogo para Assunção, no estádio General Pablo Rojas, do Cerro Porteño. A Comebol encontrou forte oposição dos patrocinadores do torneio. Eles reclamaram que já haviam investido em ações de marketing e viagens para que seus convidados fossem a Santiago. E que também a Confederação não poderia permitir pelo terceiro ano consecutivo que a Libertadores passasse uma imagem ruim antes da decisão.

Em 2017, a final da Copa Sul-Americana, entre Flamengo e Independiente (ARG), foi marcada por atos de violência e invasões de torcedores. A decisão de 2018, envolvendo os argentinos Boca Juniors e River Plate, foi levada para Madri, na Espanha, após o apedrejamento do ônibus dos jogadores do Boca que chegava ao estádio Monumental de Nuñez.

Os acontecimentos foram justificativa para a Conmebol apostar pela primeira vez em uma final em jogo único. “Nós teremos controle de tudo que envolve o evento. Segurança, venda de ingressos, organização”, explicou Alejandro Domínguez ao jornal Folha de S.Paulo em maio do ano passado.

Até mesmo a Qatar Airways, patrocinadora da Conmebol que pagou todas as contas da transferência da decisão para a Espanha no ano passado, mostrou descontentamento com a saída do jogo de Santiago. Em reunião com políticos chilenos nos últimos dias, Domínguez e outros dirigentes da Confederação pediram que o governo chileno fosse a público garantir que o jogo aconteceria em Santiago e tirasse um pouco a pressão dos ombros da cartolagem.


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