Foto: Reprodução
Moradores do Povoado Lagoa Nova, a cerca de 3,5 quilômetros do centro de Craíbas, no Agreste de Alagoas, estão assustados após a morte de aproximadamente 20 animais, entre ovelhas e galinhas, registrada na manhã do último domingo (22).
De acordo com relatos, os animais foram encontrados com perfurações no pescoço. Um detalhe que chamou a atenção dos moradores foi a ausência de sangue próximo aos corpos, apesar dos ferimentos.
A moradora Renilda Conceição, de 35 anos, relatou que o filho perdeu nove ovelhas no episódio, o que gerou um prejuízo estimado em cerca de R$ 3 mil. Segundo ela, essa foi a primeira vez que um caso semelhante aconteceu na localidade. “Os vizinhos avisaram pela manhã, dizendo que ouviram os cachorros latindo durante a madrugada. Quando vimos, os animais estavam mortos”, contou.
Ainda conforme Renilda, quatro ovelhas sobreviveram, mas estão assustadas e resistem a voltar ao cercado. Além disso, moradores relataram que, na semana anterior, casos semelhantes teriam ocorrido no Povoado Marruás.
Outra moradora, Maria do Socorro Santos, de 44 anos, teve quatro ovelhas mortas. Ela afirmou que ouviu os cães latindo durante a noite, mas não suspeitou de nada incomum. “Foi um choque. Nunca imaginei ver algo assim aqui. Os animais tinham cortes no pescoço e não havia rastro de sangue”, disse.
Diante da situação, moradores relatam medo e insegurança, especialmente entre crianças, e já estudam medidas como reforço na iluminação das residências.
Em contato com a Polícia Civil de Alagoas, foi informado que não houve registro de Boletim de Ocorrência (B.O), motivo pelo qual o caso ainda não está sendo investigado.
A Secretaria de Estado da Agricultura informou que tem conhecimento do ocorrido e orientou que a demanda seja acompanhada pela Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (SECDEF), pois a pasta tem uma superintendência voltada para o bem-estar animal. O órgão, por sua vez, afirmou que não tinha sido informado sobre o caso e que irá apurar a situação.

Ministério em mortes de animais – Foto: Arquivo pessoal/Maria do Socorro.
Da redação com G1
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