Volta do ‘chupa-cabra’ assusta moradores de Porto Real do Colégio.
Terceiro ataque a animais volta a assustar moradores de cidades ribeirinhas, no interior de Alagoas; cinco coelhos foram vítimas
A morte dos coelhos chamou a atenção da população ribeirinha do estado de Alagoas mais uma vez; caso ocorreu em Porto Real do Colégio – Foto: Reprodução
Mais um fato misterioso e preocupante foi registrado na madrugada de domingo (15), na área rural do município ribeirinho de Porto Real do Colégio, às margens do Rio São Francisco e a cerca de 170 quilômetros de Maceió.
Cinco coelhos foram encontrados mortos no quintal da residência de uma moradora do Sítio Belém, na periferia da cidade. Moradores relataram que um animal desconhecido teria atacado os coelhos e deixado o local após fortes latidos de cães da vizinhança.
Um detalhe que chama a atenção é que os animais não foram devorados e não há presença de sangue no local, o que aumenta o mistério envolvendo as mortes. Pegadas estranhas ficaram pelo terreno, mas não há indícios de que sejam marcas de patas de felinos.
“São marcas que ficaram no chão. Elas são diferentes e podem ter sido de um animal grande. As pegadas não são arredondadas como as de uma raposa ou onça”, relatou um morador.
No início deste mês, a Tribuna esteve na área rural do município de São Brás, localizado a cerca de 10 quilômetros de Porto Real do Colégio.
No povoado Lagoa Comprida, na propriedade rural da família de Edmilton Miguel dos Santos, conhecido como Zitô, pelo menos dez animais — entre porcos, ovelhas e cachorros — foram encontrados mortos.
Além do povoado, os ataques com mortes de animais também foram registrados em outras comunidades rurais desde agosto do ano passado.
Três porcos, cinco ovelhas e dois cachorros morreram com ferimentos estranhos no pescoço, estômago e pernas. Em alguns casos, os donos das criações sequer ouviram barulhos ou latidos. Também há poucos rastros de sangue nos locais onde ocorreram os ataques.
Na semana passada, o caso chegou ao conhecimento da médica-veterinária Ana Cecília, do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/AL).
De acordo com a especialista, há suspeita de que os ataques possam ter sido provocados por uma matilha de caninos que teria retomado um instinto selvagem devido ao abandono ou à fome.
Os criadores, no entanto, contestam a avaliação. “Se fosse um ou mais cachorros, a gente poderia ouvir os latidos ou o barulho dos animais sendo atacados. Meu filho estava dentro da casa de campo e não ouviu nada durante a noite e, pela manhã, encontrou os animais mortos”, declarou o produtor rural Edmilton Miguel, o Zitô.



Publicar comentário