Corpo encontrado na Praia da Avenida pode ser de homem desaparecido em Marechal Deodoro, aponta Polícia Civil.
Vítima apresentava marcas na cabeça e estava em avançado estado de decomposição; polícia investiga possível homicídio em Maceió
A Polícia Civil de Alagoas investiga se o corpo encontrado na manhã desta quarta-feira (6), na Praia da Avenida, região do Sobral, em Maceió, pertence ao servente de pedreiro Edson Santos da Silva, desaparecido desde o último domingo (3), em Marechal Deodoro.
O caso mobiliza equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do setor de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil. Segundo os primeiros levantamentos, o corpo apresentava lesões na parte posterior da cabeça, incluindo uma perfuração compatível com disparo de arma de fogo, além de outras duas lesões contusas que ainda passarão por análise pericial.
De acordo com o delegado Daniel Aquino, o cadáver estava em avançado estado de decomposição, o que dificultou a identificação imediata da vítima. A Polícia Científica estima que a morte possa ter ocorrido há pelo menos dois dias.
Durante a perícia no local, os investigadores encontraram poucos elementos de identificação. No bolso da vítima havia apenas um chaveiro com a inscrição “Drogaria Barra Nova”. Além disso, o homem possuía uma tatuagem no braço esquerdo com a frase “Deus é maior que tudo”, característica que pode ajudar familiares no reconhecimento.
Segundo a polícia, existe a possibilidade de o corpo ter sido arrastado pela maré até a região onde foi localizado, nas proximidades do Pontal da Barra. Isso levanta a hipótese de que o crime possa não ter ocorrido exatamente no local do achado.
O delegado Ronilson Medeiros, responsável pelo setor de Pessoas Desaparecidas, informou que há indícios de que o corpo possa ser de Edson Santos da Silva, natural de Coruripe, que trabalhava como servente de pedreiro em Marechal Deodoro.
Segundo as investigações, Edson foi visto pela última vez no domingo, após publicar nas redes sociais que estava em uma praia acompanhado de uma mulher. Desde então, não retornou para casa, levando familiares a registrarem boletim de ocorrência por desaparecimento.
A confirmação oficial da identidade dependerá dos exames realizados no Instituto Médico Legal (IML), incluindo análise de impressões digitais, comparação odontológica, reconhecimento fotográfico e, se necessário, exame de DNA.
Caso a identidade seja confirmada, o inquérito deixará de ser tratado como desaparecimento e passará a investigar formalmente um homicídio.
“As famílias podem procurar a Delegacia de Desaparecidos para cruzamento de informações. Qualquer denúncia também pode ser feita por meio do Disque Denúncia”, reforçou o delegado Daniel Aquino.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a autoria, a motivação do crime e as circunstâncias da morte.



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