Carregando agora
×

PF diz que lobista aparentava ter autorização de Lulinha para atuar em negócios com governo federal.

PF diz que lobista aparentava ter autorização de Lulinha para atuar em negócios com governo federal.

Relatório da corporação aponta que Roberta Luchsinger teria se apresentado como representante do filho mais velho do presidente Lula; investigações apuram suspeitas de tráfico de influência

 

Polícia Federal investiga suspeitas de tráfico de influência e possíveis negócios envolvendo Roberta Luchsinger e Lulinha junto ao governo federal. – Foto: Reprodução

A Polícia Federal afirma que a lobista Roberta Luchsinger aparentava ter autorização para agir em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A conclusão consta em relatório produzido no âmbito de investigações sobre suspeitas de tráfico de influência e atuação em negócios junto ao governo federal.

Segundo informações divulgadas a partir de mensagens obtidas durante as investigações, Roberta teria se apresentado como representante de Lulinha em uma conversa com Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (MDB-MA). Em uma das mensagens, a lobista teria afirmado: “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”.

Com base no conteúdo, a PF registrou que, “aparentemente Roberta tinha autorização para agir em nome dele”. As conversas foram utilizadas pela corporação para embasar a abertura de três inquéritos destinados a investigar a atuação de Roberta e Lulinha em possíveis negócios com áreas do governo federal.

Uma das apurações envolve possíveis relações com o Ministério da Saúde. Outra trata de suspeitas relacionadas à Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal. O terceiro inquérito investiga negociações em outra área da administração pública.

Investigação começou a partir da Operação Sem Desconto

As investigações tiveram origem em elementos recolhidos durante a Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Gustavo Gaspar, interlocutor de Roberta nas mensagens analisadas pela Polícia Federal, também é investigado no âmbito das apurações relacionadas aos desvios no INSS. A PF suspeita que ele tenha atuado com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, na prospecção de negócios junto ao governo federal.

Outro ponto analisado pela investigação é o repasse de aproximadamente R$ 1,5 milhão do Careca do INSS para Roberta Luchsinger. Em uma transferência de R$ 300 mil, segundo documentos citados nas investigações, Antunes teria dito que o dinheiro era destinado ao “filho do rapaz”, expressão considerada pela PF como possível referência a Lulinha.

A defesa de Lulinha nega que ele tenha recebido valores do empresário e também rejeita a hipótese de sociedade oculta entre os dois. O espaço permanece aberto para manifestações dos demais citados.

Em julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Lulinha em negócios relacionados à cannabis medicinal no Ministério da Saúde. A investigação tramita sob sigilo.

 

Publicar comentário

Veja mais...