Pacientes com câncer enfrentam falta de leitos enquanto Conselho cobra explicações da Saúde de Alagoas.
Resolução publicada no Diário Oficial do Estado em 3 de agosto aponta também falta de plano atualizado, atrasos em pagamentos e insuficiência de leitos para pacientes com câncer.
Uma resolução do Conselho Estadual de Saúde de Alagoas (CES/AL), publicada no Diário Oficial do Estado em 3 de agosto de 2026, faz uma série de cobranças à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) após análises nos serviços de oncologia do Hospital Metropolitano. Entre os principais pontos está uma divergência entre a quantidade de leitos oncológicos informada oficialmente e o número de leitos efetivamente identificado durante visita técnica ao Hospital Metropolitano.
O caso foi tratado nos Pareceres nº 04/2026 e nº 05/2026 da Comissão de Ação à Saúde do CES/AL, posteriormente consolidados na Resolução CES/AL nº 20, de 3 de junho de 2026. Embora a reunião que aprovou a resolução tenha ocorrido em junho, o texto foi publicado no Diário Oficial do Estado de Alagoas no início do mês, na segunda-feira, 3 de agosto de 2026.
Segundo o documento, a comissão constatou que a oferta de leitos oncológicos encontrada no Hospital Metropolitano era inferior à quantidade informada em nota técnica apresentada pelo Estado. Por isso, o Conselho passou a cobrar explicações formais da Sesau sobre a divergência.
Além da situação envolvendo o Hospital Metropolitano, a resolução publicada no Diário Oficial traça um diagnóstico mais amplo da assistência oncológica em Alagoas. O Conselho aponta insuficiência de leitos de internação clínica, cirúrgica e de UTI oncológica, diante da demanda existente no estado.
Os pareceres também identificaram entraves no acesso aos serviços, na regulação de leitos, nos pagamentos aos prestadores e na disponibilidade de profissionais. Outro problema apontado foi a ausência de um Plano Estadual de Oncologia atualizado, além da necessidade de reorganização dos contratos entre o Estado, municípios e prestadores de serviços.
Diante das constatações, o Conselho cobrou da Sesau a adoção de medidas para reorganizar a assistência aos pacientes com câncer. Entre as providências estão a regularização dos pagamentos aos prestadores, a melhoria dos processos de contratação e fiscalização e a elaboração de estratégias urgentes para ampliar a oferta de leitos oncológicos, com apresentação de cronograma ao próprio CES/AL.
No caso do Hospital Carvalho Beltrão, a resolução também solicita o envio da relação nominal dos profissionais que atuam na oncologia, incluindo informações sobre carga horária e vínculo.
A Resolução CES/AL nº 20 determina ainda a criação de uma Câmara Técnica de Oncologia, com participação de prestadores de serviços, usuários do SUS, gestores municipais, conselhos de saúde, Cosems, CES/AL e Sesau. O Conselho Estadual de Saúde ficará responsável pelo acompanhamento das medidas.



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