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Célia Rocha: “O limite é recorrer a estereótipos machistas”

Célia Rocha: “O limite é recorrer a estereótipos machistas”

Candidata a vice-governadora na chapa de JHC afirmou que mulheres podem ser questionadas por propostas, mas criticou ataques que, segundo ela, buscam diminuir a participação feminina na política

Jornal de Penedo com Francesnews.com
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Célia Rocha saiu em defesa de Marina JHC e afirmou que críticas políticas não devem recorrer a estereótipos machistas. – Foto: Assessoria

A candidata a vice-governadora de Alagoas Célia Rocha, que disputa as eleições na chapa encabeçada por JHC (PSDB), saiu em defesa da candidata ao Senado Marina JHC (PSDB) na noite desta sexta-feira (28), após críticas feitas por um colunista da Jovem Pan News Maceió.

Em manifestação divulgada após cumprir compromissos de campanha, Célia afirmou ter recebido com “tristeza” e “indignação” o conteúdo direcionado a Marina, que é a única mulher na disputa pelas vagas de Alagoas no Senado.

“Vi com preocupação os ataques feitos a Marina, única mulher que corajosamente decide enfrentar uma vaga no Senado Federal”, declarou.

Ao defender Marina, Célia Rocha relacionou o episódio às dificuldades enfrentadas por mulheres que ocupam espaços de poder e relembrou o assassinato da então deputada federal Ceci Cunha, de quem era amiga.

Ceci foi assassinada em dezembro de 1998, em Maceió, poucas horas depois de ser diplomada deputada federal.

“Eu sei o que é isso. Vi e senti no coração a perda de uma grande amiga, deputada federal Ceci Cunha, que foi assassinada por um homem, seu algoz que queria o seu lugar”, afirmou Célia.

Na sequência, a candidata a vice-governadora questionou se a defesa de maior participação feminina na política ocorre também quando mulheres efetivamente disputam posições de poder.

“Cobravam que as mulheres ocupassem mais espaços na política, espaços de poder. Mas será que queriam mesmo?”, questionou.

Célia também afirmou existir um tratamento diferente para homens e mulheres quando adotam posturas firmes no ambiente político.

“Quando um homem sobe o tom de voz, ele é visto como um líder. É um homem determinado. Quando a mulher que faz o mesmo é chamada de agressiva”, declarou.

A ex-prefeita de Arapiraca ressaltou que Marina pode ser cobrada e questionada durante a campanha, mas defendeu que o debate seja feito em torno de suas posições e propostas.

“Marina pode e deve ser questionada por suas propostas. Isso faz parte da política. O limite é recorrer a estereótipos machistas que a diminuem”, disse.

Célia encerrou a manifestação defendendo a presença feminina em posições de comando e a liberdade para que mulheres adotem posições firmes no debate eleitoral.

“Marina não precisa pedir licença a ninguém para defender aquilo que acredita. Nenhuma mulher precisa. Na política, lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive falando alto, firme, olho no olho e de igual para igual.”

 

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