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Mais de 800 cortadores de cana relatam condições degradantes de trabalho em Pernambuco.

Mais de 800 cortadores de cana relatam condições degradantes de trabalho em Pernambuco.

Entre as principais irregularidades identificadas estão a falta de água potável, banheiros, espaços adequados para refeições e equipamentos de proteção individual (EPIs)

 

Em alguns casos, trabalhadores sofreram cortes durante a atividade sem contar com proteção adequada. – Foto: Divulgação

Mais de 800 trabalhadores da cana-de-açúcar foram encontrados em condições consideradas degradantes durante uma fiscalização realizada em áreas de cultivo da Zona da Mata Norte e Sul de Pernambuco.

A operação foi conduzida pela Auditoria Fiscal do Trabalho entre os dias 21 e 25 de setembro, período de início da safra. Ao todo, cerca de 70 frentes de trabalho em mais de 20 municípios foram vistoriadas.

Entre as principais irregularidades identificadas estão a falta de água potável, banheiros, espaços adequados para refeições e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Dos trabalhadores encontrados, 437 tinham registro formal, enquanto 166 não possuíam anotação na carteira de trabalho. A situação contratual de outros 204 trabalhadores ainda está sendo analisada.

A fiscalização também encontrou problemas relacionados à segurança. Pelo menos 230 trabalhadores estavam sem proteção adequada para o rosto, ficando expostos a possíveis lesões durante o corte da cana. Também foram identificadas situações de falta de luvas, protetor solar e outros equipamentos de proteção.

Em alguns casos, trabalhadores sofreram cortes durante a atividade sem contar com proteção adequada. A Auditoria Fiscal ainda apura possíveis irregularidades na contratação, incluindo suspeitas envolvendo empreiteiros sem condições legais para realizar o serviço.

Os empregadores foram notificados e deverão apresentar documentos e corrigir as irregularidades. O descumprimento das exigências pode resultar na aplicação de autos de infração.

Durante a operação, não foram registradas reclamações sobre atrasos no pagamento dos salários. A questão, no entanto, ainda será analisada no decorrer das investigações.

    • Água potável para consumo
    • Sanitários nas frentes de trabalho
    • Espaços adequados para a realização de refeições
    • Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) essenciais

Falta de proteção e trabalhadores feridos
A ausência de segurança física foi um dos pontos mais alarmantes da operação. Pelo menos 230 cortadores trabalhavam sem proteção para o rosto, totalmente expostos a lesões graves. Os auditores também constataram a falta de luvas e de protetor solar. Diante do cenário de negligência, o relatório apontou que trabalhadores sofreram cortes durante o manejo da cana sem dispor de nenhum amparo ou proteção adequada.
Irregularidades contratuais
Além da precariedade física, a operação revelou um alto índice de informalidade e possíveis fraudes nas contratações:
    • 437 trabalhadores possuíam registro formalizado.
    • 166 cortadores atuavam totalmente sem carteira assinada.
    • 204 contratos seguem sob análise técnica.

A Auditoria Fiscal agora investiga a atuação de empreiteiros suspeitos de realizar contratações sem condições legais para o serviço. Não houve queixas iniciais sobre atrasos salariais, mas o tema ainda será minuciosamente avaliado.
Próximos passos
Todos os empregadores responsáveis pelas áreas foram formalmente notificados. Eles devem apresentar a documentação exigida e corrigir imediatamente todas as irregularidades apontadas, sob o risco de receberem severos autos de infração e multas.

 

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