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Filiado ao MDB de Renan Filho, influenciador PTK é preso em operação contra o Comando Vermelho

Filiado ao MDB de Renan Filho, influenciador PTK é preso em operação contra o Comando Vermelho

SSP aponta que pré-candidato ligado ao grupo político do ex-ministro dos Transportes estaria entre os alvos da Operação Morro do Alemão

 

Operação Morro do Alemão mobilizou forças de segurança de Alagoas e resultou na prisão de suspeitos ligados ao Comando Vermelho. – Foto: Reprodução/Ascom PCAL

O influenciador digital PTK, que recentemente se filiou ao MDB e vinha sendo apontado nos bastidores políticos como possível candidato a deputado federal ligado ao grupo do ministro dos Transportes, Renan Filho, foi preso nesta quarta-feira (3) durante a Operação Morro do Alemão, deflagrada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) contra integrantes do Comando Vermelho (CV).

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO), PTK estaria entre os integrantes da facção criminosa que atuavam na estratégia de expansão territorial do grupo em Alagoas. A polícia afirma ainda que ele teria sido escolhido pelo líder do CV no estado, conhecido como Nem Catenga, para disputar uma vaga de vereador em Maceió nas eleições de 2024 e representar os interesses da organização criminosa no Legislativo municipal.

A recente filiação ao MDB e a aproximação com o grupo político liderado por Renan Filho aumentaram as especulações sobre uma possível candidatura à Câmara dos Deputados.

Nos bastidores, PTK era apontado como um nome capaz de transformar sua popularidade nas redes sociais em capital político, especialmente entre jovens, trabalhadores informais e moradores das comunidades. A estratégia era vista como uma aposta de renovação política com forte apelo popular.

A Operação Morro do Alemão cumpre 51 mandados judiciais, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão, em Alagoas e no Rio de Janeiro. Até o momento, nove pessoas foram presas em Maceió, Marechal Deodoro e na capital fluminense.

A ação mobilizou equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e do Departamento Estadual de Aviação (DEA). As investigações apontam que a cúpula do Comando Vermelho buscava ampliar sua atuação em diferentes regiões do estado por meio de uma estrutura organizada e articulada.

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil fluminense cumpriu um mandado de prisão expedido para um dos alvos. A ação policial no RJ está inserida no âmbito do PROJETO CAPTURA, força tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça, através da DIOPI/SENASP e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, através da SSINTE/SEPOL, que visa apoiar os demais Estados da Federação na prisão de criminosos foragidos homiziados no Rio de Janeiro.

A SSP informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas.

 

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