Pescadores pedem ajuda após ressaca danificar os barcos.
Prejuízo estimado para recuperar as embarcações destruídas pela força das ondas pode passar de mais de R$ 20 mil
Cabisbaixo, tentando buscar uma solução, mas, ao mesmo tempo, consciente sobre a força da natureza, Jeferson Santos Silva, conhecido pelo apelido de “Kefinho”, contou que investiu o valor da sua casa, avaliada em R$ 70 mil para poder melhorar o barco, cuja estrutura comprometida agora vai lhe custar pelo menos R$10 mil.
“Isso apenas a parte estrutural, não estou falando nem do motor. Esse é um valor a parte. E ainda tenho outro barco. Juntando os dois, calculou algo em torno de R$ 25 mil”, contabilizou.
Segundo “Kefinho”, a ressaca ainda não foi embora totalmente. “Aliviou, mas ainda está por aqui. Acredito que somente lá para sexta-feira vamos poder retornar ao mar. Isso os que até lá conseguirem ajeitar suas embarcações”, explicou.
Jaraguá, uma das áreas mais atingidas
A forte ressaca do mar e as tempestades recentes no litoral alagoano causaram estragos severos aos pescadores, especialmente na região do bairro de Jaraguá, em Maceió.
Embora, direta ou indiretamente, cada pescador tenha sido atingido, uma embarcação em especial chama a atenção de todos, o barco “Azarias I”. jogado várias vezes contra uma gigantesca construção de concreto, o barco teve perda total.
Amigo do pescador proprietário do barco, o pescador Everaldo Toledo, ou simplesmente Bel, estima em cerca de R$ 30 mil o conserto da parte estrutural do barco que vai ter que ser refeito do meio para a frente, uma vez que na frente da embarcação, há um buraco enorme. O cenário é de total destruição, lembra até uma guerra, como se o barco tivesse sido atingido por uma bomba.
Devido à severidade dos danos, os pescadores locais têm solicitado ajuda à população e às autoridades. Eles pedem doações de materiais, madeiras, motores, peças e ferramentas para conseguir consertar e reconstruir os barcos destruídos.
O litoral de Alagoas, incluindo a capital e o trecho até Recife, costuma enfrentar fenômenos severos conhecidos como maré viva, acompanhados de ventos fortes e ressacas violentas. A Marinha do Brasil e a Defesa Civil emitem avisos constantes para alertar banhistas e navegantes sobre o mar agitado.
A orientação dos órgãos é que a população acompanhe os avisos oficiais e evite áreas consideradas de risco durante o período de ressaca. O alerta também é direcionado a banhistas e pessoas que utilizam pequenas embarcações.



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