Alagoas registra 333 vítimas de estupro de vulnerável em seis meses; média é de duas por dia
Dados do Ministério da Justiça apontam alta de 14,83% nos casos em relação ao mesmo período de 2025; maioria das vítimas é do sexo feminino.
Alagoas registrou 333 vítimas de estupro de vulnerável entre janeiro e junho de 2026, o equivalente a uma média de duas vítimas por dia, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Os números revelam que o crime continua afetando principalmente crianças e adolescentes e mostram um aumento de 14,83% em relação ao mesmo período de 2025.
O painel do Sinesp aponta ainda que o estado apresenta uma taxa estimada de 20,68 vítimas por 100 mil habitantes em 2026, um dos principais indicadores utilizados para comparar a incidência do crime entre as unidades da federação.
A maior parte das vítimas é do sexo feminino. Das 333 ocorrências registradas, 273 envolveram meninas ou mulheres, o que representa aproximadamente 82% do total. O levantamento contabiliza ainda 58 vítimas do sexo masculino e dois casos em que o sexo não foi informado.
A evolução dos registros ao longo do primeiro semestre mostra oscilações. Em janeiro, foram registradas 55 vítimas. O número caiu para 49 em fevereiro, voltou a subir para 61 em março, recuou novamente para 49 em abril e atingiu o maior patamar do semestre em maio, com 63 casos. Em junho, foram contabilizadas 56 vítimas.

O próprio painel do Sinesp ressalta, no entanto, que os dados de junho ainda são preliminares, já que, na data da extração das informações, Alagoas ainda não havia encaminhado todos os registros referentes ao mês. Assim, o total de vítimas poderá ser atualizado após a consolidação dos dados.
Na comparação com o levantamento divulgado anteriormente pelo Sinesp, referente ao período de janeiro a maio, houve um acréscimo de 56 vítimas em apenas um mês. Até maio, o estado contabilizava 277 casos, número que passou para 333 com a inclusão dos dados de junho.
Os dados disponíveis no painel não apresentam a distribuição das vítimas por município. No campo destinado às cidades, todas as ocorrências aparecem como “Não se aplica / Não informado”, impossibilitando identificar quais localidades concentram o maior número de registros.
As estatísticas do Sinesp são alimentadas pelas secretarias estaduais de segurança pública, pelo Distrito Federal, pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal e servem como base para o acompanhamento da criminalidade em todo o país.



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