Alagoas registra 364 desaparecimentos em 2026; média é de duas pessoas por dia, aponta Ministério da Justiça.
Painel do Sinesp mostra aumento de 5,51% nos casos em relação ao mesmo período de 2025; maioria dos desaparecidos é do sexo masculino e maior de idade
Alagoas registrou 364 casos de pessoas desaparecidas entre janeiro e junho de 2026, uma média de duas ocorrências por dia, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento aponta ainda que o estado apresentou um aumento de 5,51% em comparação com o mesmo período de 2025 e uma taxa estimada de 22,6 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes.
Os dados revelam que a maior parte dos desaparecidos é formada por homens. Do total de registros, 253 são do sexo masculino e 111 do sexo feminino. Em relação à idade, 249 desaparecidos têm 18 anos ou mais, enquanto 115 são crianças ou adolescentes de até 17 anos.
O comportamento mensal dos registros mostra crescimento ao longo do primeiro semestre. Foram 58 casos em janeiro, 60 em fevereiro, 69 em março, 92 em abril e 85 em maio. O painel do Sinesp informa que os dados de junho ainda não estavam completos na data da extração, o que significa que os números do semestre podem ser atualizados.

A Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, instituída pela Lei nº 13.812/2019 e regulamentada pelo Decreto nº 10.622/2021, estabelece que a localização de pessoas desaparecidas depende da atuação integrada entre órgãos de segurança pública, Ministério Público, Defensoria, Poder Judiciário e demais instituições. A legislação também criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), que reúne e cruza informações em âmbito nacional para facilitar as investigações e a localização de desaparecidos.
Outro ponto reforçado pelo Ministério da Justiça é que não existe prazo mínimo para registrar um desaparecimento. O boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente, principalmente quando se trata de crianças, adolescentes, idosos ou pessoas em situação de vulnerabilidade. Quanto mais rápido o registro, maiores são as chances de localização.
Em Alagoas, o Ministério Público Estadual (MPAL) também atua na defesa dos direitos das famílias de pessoas desaparecidas, acompanhando políticas públicas voltadas à proteção da infância, adolescência e demais grupos vulneráveis, além de fiscalizar ações dos órgãos responsáveis pelas buscas.
Os dados divulgados pelo Sinesp são alimentados pelos estados e pelo Distrito Federal. O próprio painel destaca que as estatísticas podem sofrer alterações conforme novas informações são encaminhadas pelas unidades da federação, especialmente quando há atualização de registros ou comunicação de pessoas posteriormente localizadas.



Publicar comentário