Carregando agora
×

Juiz afastado após aparecer bebendo e fumando em sessão do TJMG tem medida protetiva requerida pela ex-mulher.

Juiz afastado após aparecer bebendo e fumando em sessão do TJMG tem medida protetiva requerida pela ex-mulher.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou que o juiz Milton Lívio Lemos Salles é alvo de medidas protetivas de urgência solicitadas por sua ex-mulher. O magistrado foi afastado de suas funções nesta terça-feira (11) após ser registrado consumindo bebida alcoólica e fumando durante uma sessão de julgamento virtual. O incidente ocorreu no âmbito do 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível e de Família, onde o magistrado foi visto levando uma garrafa de vinho à boca e utilizando um maçarico para acender um cigarro.

De acordo com informações fornecidas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a vítima procurou a Casa da Mulher Mineira em abril deste ano para relatar os fatos e formalizar o pedido de proteção. A instituição é um espaço especializado voltado para o acolhimento e atendimento de mulheres em situação de violência doméstica, familiar e sexual. Em razão do segredo de justiça que rege processos de medidas protetivas, o TJMG não divulgou detalhes sobre o teor específico das agressões ou ameaças relatadas pela ex-esposa.

O afastamento do juiz foi determinado de forma cautelar pelo próprio Tribunal de Justiça de Minas Gerais e pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ). A sessão em que o magistrado foi flagrado bebendo precisou ser suspensa imediatamente após os demais participantes perceberem a conduta. As câmeras registraram o momento em que Salles ingeriu o líquido diretamente da garrafa, o que foi considerado incompatível com a dignidade da função jurisdicional e as normas de decoro exigidas durante atos processuais.

Gustavo Chalfun, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG), manifestou apoio ao afastamento e destacou a gravidade das acusações de violência doméstica. Segundo Chalfun, os fatos que motivaram a medida protetiva precisam ser rigorosamente apurados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça, pela Corregedoria e pelo CNJ. O caso segue em tramitação administrativa e judicial para definir a permanência ou a exoneração definitiva do magistrado.

Publicar comentário