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Advogada Ana Walesca pode ter sido morta por retaliação, engano ou execução, diz polícia.

Advogada Ana Walesca pode ter sido morta por retaliação, engano ou execução, diz polícia.

Filha de policial, Ana Walesca do Nascimento Gomes foi morta a tiros enquanto passeava com cachorro no Benedito Bentes; suspeitos seguem foragidos.

Polícia Civil investiga diferentes hipóteses para esclarecer o assassinato da advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, morta a tiros no Benedito Bentes, em Maceió. – Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil de Alagoas investiga diferentes linhas para esclarecer o assassinato da advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, morta a tiros enquanto passeava com o cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Entre as hipóteses apuradas estão a possibilidade de o crime estar relacionado ao fato de ela ser filha de um policial civil, uma eventual retaliação, um latrocínio ou até mesmo um assassinato por engano.

O crime aconteceu no início da noite de terça-feira (18). Segundo as investigações, duas pessoas que estavam em uma motocicleta são suspeitas de participar do homicídio. Os envolvidos ainda não foram identificados e seguem foragidos.

De acordo com o delegado Danilo Rezende, as investigações ainda estão em fase preliminar e, até o momento, não há indícios de envolvimento da advogada com a criminalidade na região onde foi morta.

Uma das principais linhas investigativas é de que Ana Walesca possa ter sido alvo de criminosos por ser filha de um policial civil. A polícia também apura se os suspeitos acreditavam que ela poderia fornecer informações ao pai, já que morava na região e recebia visitas frequentes dele.

Outra hipótese é de que a advogada tenha sido confundida com outra mulher, supostamente ligada a um traficante rival da região. A possibilidade de latrocínio também não foi descartada, embora o celular da vítima não tenha sido levado.

“Também tem uma linha de que poderia ser um latrocínio, mas o celular dela não foi levado, e também ela pode ter sido confundida como esposa de um traficante na região, então morta por engano”, afirmou o delegado em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara/RECORD.

Uma motocicleta com características semelhantes às do veículo utilizado no crime foi apreendida nesta quarta-feira e deverá passar por perícia. A Polícia Civil tenta identificar se a moto tem relação com o assassinato.

Segundo o delegado, a dinâmica inicial aponta para uma execução. “Duas pessoas em uma moto chegaram, provavelmente dois homens, e executaram a Ana Walesca. Então inicialmente não houve tentativa de roubo”, afirmou.

A advogada foi socorrida após ser atingida pelos disparos e encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos na cabeça e no tórax.

Testemunhas já foram ouvidas, e outras pessoas que presenciaram o crime deverão prestar depoimento. A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) divulgou nota de pesar, manifestou indignação com o assassinato e informou que acompanhará as investigações, cobrando a identificação e responsabilização dos envolvidos.

Informações sobre os suspeitos podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia, pelo número 181.

 

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