Advogada Ana Walesca pode ter sido morta por retaliação, engano ou execução, diz polícia.
Filha de policial, Ana Walesca do Nascimento Gomes foi morta a tiros enquanto passeava com cachorro no Benedito Bentes; suspeitos seguem foragidos.
A Polícia Civil de Alagoas investiga diferentes linhas para esclarecer o assassinato da advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, morta a tiros enquanto passeava com o cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Entre as hipóteses apuradas estão a possibilidade de o crime estar relacionado ao fato de ela ser filha de um policial civil, uma eventual retaliação, um latrocínio ou até mesmo um assassinato por engano.
O crime aconteceu no início da noite de terça-feira (18). Segundo as investigações, duas pessoas que estavam em uma motocicleta são suspeitas de participar do homicídio. Os envolvidos ainda não foram identificados e seguem foragidos.
De acordo com o delegado Danilo Rezende, as investigações ainda estão em fase preliminar e, até o momento, não há indícios de envolvimento da advogada com a criminalidade na região onde foi morta.
Uma das principais linhas investigativas é de que Ana Walesca possa ter sido alvo de criminosos por ser filha de um policial civil. A polícia também apura se os suspeitos acreditavam que ela poderia fornecer informações ao pai, já que morava na região e recebia visitas frequentes dele.
Outra hipótese é de que a advogada tenha sido confundida com outra mulher, supostamente ligada a um traficante rival da região. A possibilidade de latrocínio também não foi descartada, embora o celular da vítima não tenha sido levado.
“Também tem uma linha de que poderia ser um latrocínio, mas o celular dela não foi levado, e também ela pode ter sido confundida como esposa de um traficante na região, então morta por engano”, afirmou o delegado em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara/RECORD.
Uma motocicleta com características semelhantes às do veículo utilizado no crime foi apreendida nesta quarta-feira e deverá passar por perícia. A Polícia Civil tenta identificar se a moto tem relação com o assassinato.
Segundo o delegado, a dinâmica inicial aponta para uma execução. “Duas pessoas em uma moto chegaram, provavelmente dois homens, e executaram a Ana Walesca. Então inicialmente não houve tentativa de roubo”, afirmou.
A advogada foi socorrida após ser atingida pelos disparos e encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos na cabeça e no tórax.
Testemunhas já foram ouvidas, e outras pessoas que presenciaram o crime deverão prestar depoimento. A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) divulgou nota de pesar, manifestou indignação com o assassinato e informou que acompanhará as investigações, cobrando a identificação e responsabilização dos envolvidos.
Informações sobre os suspeitos podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia, pelo número 181.



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