Vitinho é condenado a 13 anos e 4 meses de prisão por estupro em Coité do Nóia, no caso Maria Daniela.
Sentença contra Victor Bruno da Silva Santos foi anunciada pela defesa da vítima, que informou que recorrerá da decisão para pleitear o aumento da pena
A confirmação da pena foi divulgada publicamente pela advogada da vítima, Júlia Nunes, por meio de publicação em suas redes sociais. Em vídeo compartilhado, a jurista aparece em ligação com a família da jovem comunicando a condenação. Na ocasião, a defesa ressaltou que não considera a pena suficiente diante da gravidade dos fatos e adiantou que ingressará com recurso no Tribunal para requerer a majoração do tempo de prisão.
Em nota enviada à imprensa, a Diretoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) confirmou que a sentença do processo foi proferida na última quinta-feira, 28 de agosto. O órgão judicial, contudo, ressaltou que não divulga o tempo fixado e detalhes dos autos devido ao caso tramitar sob segredo de justiça.
Histórico da investigação e prisão
O réu teve o mandado de prisão cumprido em julho de 2026, após uma operação conduzida pela Polícia Civil de Alagoas que encerrou um período em que figurava como foragido. Além do crime principal de estupro e violência física contra a jovem, as investigações policiais desdobraram-se para apurar a conduta de terceiros suspeitos de auxiliar na ocultação do paradeiro de Victor Bruno, bem como a possível prática do crime de lavagem de dinheiro para sustentar a fuga.

O caso
Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, foi investigado por crimes de estupro, agressões e tentativa de feminicídio contra Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, em um caso registrado no município de Coité do Nóia, no Agreste alagoano.
Após meses sendo procurado pelas autoridades, Vitinho decidiu se apresentar no Fórum de Taquarana em 10 de julho deste ano. Ele passou por audiência de custódia e, após os procedimentos legais, foi levado para a capital alagoana, onde estava à disposição da Justiça enquanto o processo seguia em andamento.
A apresentação do investigado aconteceu no mesmo dia em que a Polícia Civil realizou uma operação com cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família dele, em Arapiraca. De acordo com a corporação, a ação teve como objetivo recolher materiais que possam ajudar na investigação e esclarecer possíveis apoios recebidos pelo suspeito durante o período em que permaneceu foragido.
As autoridades também apuram se pessoas próximas ao investigado teriam fornecido suporte financeiro ou estrutura para que ele permanecesse escondido após o crime. A Polícia Civil informou que novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço da coleta de provas.
O caso aconteceu em dezembro de 2024, após uma confraternização escolar realizada em uma propriedade rural de Coité do Nóia. Segundo a investigação, Maria Daniela teria sido dopada e, posteriormente, sofreu violência sexual, agressões físicas e uma tentativa de feminicídio.



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