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Quem é Rafinha 99, apontado como mandante da morte de advogada.

Quem é Rafinha 99, apontado como mandante da morte de advogada.

Kayo Nascimento de Magalhães, conhecido como “Rafinha 99”, “99” ou “Cabra”, é apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do Comando Vermelho com atuação em Alagoas.

 

Kayo Nascimento de Magalhães, conhecido como “Rafinha 99”, “99” ou “Cabra”, é apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do Comando Vermelho com atuação em Alagoas – Foto: Reprodução

Kayo Nascimento de Magalhães, de 25 anos, conhecido como “Rafinha 99”“99” ou “Cabra”, é apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) em Alagoas. O nome dele passou a ser relacionado à investigação sobre a morte da advogada Ana Waleska do Nascimento Gomes, de 34 anos, assassinada a tiros no Benedito Bentes, em Maceió.

Ana Waleska foi morta na terça-feira (18), enquanto passeava com o cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim. Segundo a Polícia Civil, dois homens chegaram em uma motocicleta e um deles desceu do veículo para atirar contra a vítima. Ela foi atingida na cabeça e no tórax e morreu após ser socorrida.

Durante coletiva, a polícia informou que os criminosos teriam percebido que Ana Waleska não era a mulher que pretendiam matar, mas, mesmo assim, continuaram os disparos.

Um dos nomes mais procurados de Alagoas

Kayo aparece há anos em investigações relacionadas à atuação do Comando Vermelho no estado. Em agosto de 2025, o Disque Denúncia do Rio de Janeiro divulgou um cartaz com informações para ajudar na localização dele.

Na época, Kayo e José Emerson da Silva, conhecido como “Nem Catenga”, foram apontados como integrantes do CV e como nomes importantes na expansão das atividades da facção em Alagoas.

Segundo as investigações divulgadas pelas autoridades, Rafinha 99 teria atuação principalmente em Maceió, Rio Largo, Satuba e Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana. Ele é apontado como envolvido em atividades relacionadas ao tráfico de drogas e em articulações criminosas na região.

As autoridades também afirmaram que Kayo estaria escondido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde teria proteção de integrantes da facção. Forças de segurança de Alagoas e do Rio passaram a trabalhar em conjunto para tentar localizá-lo.

Sete mandados de prisão

De acordo com informações divulgadas pelo Disque Denúncia e reproduzidas pela imprensa, Kayo possui sete mandados de prisão relacionados a crimes como tráfico de drogas, homicídio, lesão corporal e latrocínio.

O nome dele também aparece em processos que tramitaram na Justiça de Alagoas. No entanto, os processos precisam ser analisados individualmente, já que investigações, acusações e mandados não equivalem, necessariamente, a condenações definitivas.

Em 2024, por exemplo, o Ministério Público de Alagoas apresentou parecer favorável à concessão de habeas corpus em um processo envolvendo Kayo e reconheceu a prescrição da pretensão punitiva relacionada a uma condenação por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Nome está entre os procurados prioritários

A importância atribuída pelas autoridades a Kayo também levou à inclusão do nome dele no Projeto Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A iniciativa reúne criminosos considerados prioritários para localização e prisão. Alagoas indicou oito nomes para a relação federal, entre eles Kayo Nascimento de Magalhães.

A inclusão na lista, porém, não representa uma condenação criminal e indica que a captura do suspeito é considerada estratégica pelas forças de segurança.

Investigação da morte da advogada avançou

As investigações sobre a morte de Ana Waleska avançaram nesta quinta-feira (20). A Polícia Civil confirmou a localização de dois homens suspeitos de participação no crime.

Um deles foi preso e o outro morreu durante um confronto com policiais. A corporação informou que detalhes sobre a qualificação dos suspeitos, a dinâmica da ação e as linhas de investigação seriam apresentados em coletiva.

Antes disso, a polícia já havia apreendido uma motocicleta com características semelhantes às do veículo utilizado pelos atiradores. O veículo deverá passar por perícia para verificar uma possível ligação com o assassinato.

Até o momento, a eventual participação de Rafinha 99 como mandante permanece no campo da investigação policial e não configura condenação judicial.

 

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