Tragédia no Nepal se agrava: número de mortos sobe para 675 e 2,5 mil estão desaparecidos.
Enchentes e deslizamentos devastaram cidades próximas à fronteira com a China; mais de 2,3 mil pessoas ficaram feridas e previsão de novas chuvas aumenta preocupação
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O número de mortos em consequência dos deslizamentos e das enchentes que atingiram o Nepal e a região de fronteira com a China subiu para 675. O novo balanço foi divulgado neste sábado (29) pelas autoridades responsáveis pela gestão de desastres.
Além das mortes confirmadas, cerca de 2,5 mil pessoas continuam desaparecidas nos dois lados da fronteira. A lista inclui cidadãos nepaleses, chineses e pessoas de outras nacionalidades.
Outras 2.301 pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico.
O novo balanço amplia a dimensão da tragédia. Na atualização anterior, eram contabilizadas 626 mortes. Isso significa que mais 49 óbitos foram confirmados pelas autoridades.
A expectativa de novas chuvas durante o fim de semana aumenta o risco nas áreas atingidas e pode dificultar as operações de busca.
Cidades e infraestrutura foram destruídas
As enchentes provocaram danos em escolas, hospitais, estradas, sistemas de comunicação e usinas hidrelétricas. Cerca de duas dezenas de pontes foram completamente destruídas, prejudicando o acesso a algumas das regiões afetadas.
Diante da situação, o governo do Nepal pediu à Índia e à China que antecipem a reabertura de rotas de transporte e comunicação.
As equipes de emergência continuam procurando desaparecidos em meio aos escombros, lama e áreas inundadas.
O desastre também atingiu turistas que estavam na região. Os trabalhos de localização de estrangeiros mobilizam autoridades nepalesas e representações diplomáticas de diferentes países.
Reconstrução pode custar até R$ 26 bilhões
O governo nepalês já estima um impacto bilionário para reconstruir as regiões devastadas.
Segundo o ministro das Finanças do país, serão necessários entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, equivalentes a aproximadamente R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões, para recuperar a infraestrutura destruída.
O valor deverá ser destinado à reconstrução de pontes, estradas, unidades de saúde, escolas, sistemas de energia e outras estruturas essenciais.
Nepal pede ajuda especializada
Países como Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh manifestaram disposição para enviar ajuda.
Inicialmente, o governo nepalês afirmou que conseguiria conduzir as operações de busca e salvamento com equipes próprias. Na sexta-feira (28), porém, o Ministério das Relações Exteriores informou que o país necessita de apoio internacional técnico e especializado.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, o Nepal ainda considera suas equipes capazes de realizar as buscas gerais, mas precisa de assistência estrangeira em operações que demandem conhecimento e equipamentos específicos.
Com 675 mortos, aproximadamente 2,5 mil desaparecidos e milhares de feridos, as autoridades ainda trabalham para dimensionar completamente os efeitos do desastre.



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