Ex-comandante de aeronaves da Segurança Pública de AL morre após 14 meses internado depois de tiro de fuzil no RJ.
Policial civil e piloto Felipe Marques Monteiro foi baleado na cabeça durante operação aérea da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em março de 2025
Morreu neste domingo (17), aos 45 anos, o policial civil e piloto Felipe Marques Monteiro, ex-comandante de aeronaves da Segurança Pública de Alagoas. Ele estava internado há 14 meses desde que foi baleado na cabeça durante uma operação policial no Rio de Janeiro, em março de 2025.
Felipe foi atingido por um disparo de fuzil na testa no dia 20 de março de 2025, enquanto atuava como copiloto de um helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, durante a Operação Torniquete, realizada na comunidade Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense.
Na ocasião, a aeronave dava apoio a uma ação contra uma quadrilha investigada por roubos de vans quando criminosos abriram fogo contra o helicóptero. O disparo atravessou a região frontal da cabeça do policial e perfurou o crânio.
Mesmo em estado gravíssimo, Felipe sobreviveu ao atentado e foi socorrido inicialmente para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. Posteriormente, foi transferido para o Hospital São Lucas Copacabana, onde iniciou uma longa e delicada batalha pela vida.
Ao longo dos meses, o policial enfrentou múltiplas neurocirurgias, passou mais de sete meses em cuidados intensivos, permaneceu em coma durante parte da recuperação e precisou colocar uma prótese craniana para reconstrução da região atingida pelo disparo.
Após cerca de nove meses internado, Felipe chegou a receber alta hospitalar, em dezembro de 2025, e iniciou um processo de reabilitação, gerando esperança entre familiares, amigos e colegas de profissão, que acompanharam de perto sua recuperação.
No entanto, nos meses seguintes, ele voltou a apresentar complicações severas, incluindo infecções, hematomas e sangramentos intracranianos, o que exigiu novas internações e procedimentos médicos.
Dias antes da morte, a esposa do policial havia relatado nas redes sociais que Felipe enfrentava uma infecção agressiva e recebia medicações mais fortes para conter o agravamento do quadro clínico.
A morte foi confirmada pela família por meio das redes sociais, em uma mensagem de despedida que emocionou colegas das forças de segurança.
“Um guerreiro do início ao fim”, escreveu a família.
Felipe Marques Monteiro teve uma passagem marcante pela aviação da Segurança Pública de Alagoas, onde comandou aeronaves em missões estratégicas e operações de apoio, tornando-se uma referência entre profissionais da área.
Integrante do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ele era descrito por colegas como um policial experiente, disciplinado e apaixonado pela aviação policial.
Ao longo do período de internação, Felipe se tornou símbolo de resistência entre agentes de segurança, mobilizando correntes de oração, homenagens e manifestações de apoio nas redes sociais.
Meses após o atentado, um dos suspeitos de participação no ataque foi preso. Outros envolvidos continuam sendo procurados pelas autoridades.



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